janeiro 25, 2013

Mais um



Esse é mais um daqueles em que só quero falar de você sem precisar colocar pistas falsas, disfarçar nas vírgulas ou reorganizar pontos. Quero deixar explícito toda a minha vontade de escrever teu nome com todas as letras e espaços devidos, juntando com o meu, sem espaço nenhum. Porque espaço a gente tem de sobra. Como diz Caetano, porquevocênãocolaemmim? Porque a gente não se cola, deixa as frases sem espaços, um texto sem parágrafos, uma vida sem quilômetros? Esse é só mais um daqueles que dá medo de escrever, a cada palavra vem uma surpresa, porque nunca se sabe o que o coração tá querendo dizer. É ele falando agora, se quiser deixar algum recado, aproveite, ele é todo ouvidos. Ele é inteiramente aos teus ouvidos. Às tuas palavras. Teu. 
Dá vontade de apagar tudo, parar por aqui antes que seja tarde. Mas o relógio mostra que é quase duas, tarde já é. Talvez seja tarde em todas as maneiras que se possa encaixar essa frase. É tarde da noite. É tarde para escrever essas palavras. É tarde para gente. Espero que o teu relógio esteja errado e ainda nos dê algum tempo. Há tempo? Se houver, aqui eu me arranjo. Mudo os ponteiros, volto as horas, compro até uma máquina do tempo só pra te reviver. Só pra amenizar a vontade que dá no meio da noite de te trazer pra mim. Parar os dias, deixar o futuro pra depois e aproveitar o agora. Mas o agora só teria graça com você. Então eu aguardo o futuro, acompanho o calendário esperando que a próxima folha te traga. 
As palavras vão despindo-me, aqui sou eu sem a máscara do dia a dia. E hoje sou eu sem a trava que levo no peito. Hoje estou inteiramente aqui pra te escrever, deixando que os dedos corram livres por essas teclas, que a mesmice tome conta e que o clichê apareça. Porque se eu não te reviver numa madrugada, tarde ou manhã, talvez o tempo te leve. E aí a distância aumenta. Os espaços começam a ficar mais longos, as lacunas não se preenchem, o coração nem bate. O coração que fala, que sente, que ama, um texto lotado de metáforas só pra esconder o amor. Porque o amor assusta, deixa a gente assim meio paranoico  Um amor de alguém que não sabe amar, que corre das três palavras e luta pra que nunca as alcance. Alguém que não sabe falar e tenta escrever. Alguém que nem escrever está conseguindo.
Tem saudade escondida nessas palavras, tem um nome e um sentimento inexplicável. Tem pontos de interrogação disfarçados de finais nos meus dias, tem reticências acompanhando minhas horas e exclamações nas noites onde a saudade se esconde. Vem devagarzinho, como quem não quer nada, e quando vi já me consumiu inteira e venho aqui te contar como andam as coisas. Tá tudo bem? Como vai a vida? Esse ano, já tem planos? Tem uma voz que pergunta baixinho se estou nele, e outra que me reprime. Tem um lado meu que grita teu nome, outra que simplesmente se consola. Tem uma parte minha que te quer agora, outra que te quer pra sempre. Porque já diz um dos grandes "metade de mim é amor"... e a outra metade é você.

Mais um, como tantos outros. 

3 mini memórias:

Você escreve MUITO bem e esse texto ficou espetacular. Parabéns!

Depois, se tiver um tempinho, dá uma olhada no http://aloamiga.com.br/ e me diz o que achou!?
Beijos,
Amanda Alves.
Nossa!

que blog mais lindo, tu escreve muito bem menina, me encantei com tudo aqui desde imagens até os sentimento sque a gente encontra nas tuas frases.

Beijo, se quiser visitar-me, fique a vontade http://www.portiprati.com/
Esse texto parece que vai acompanhando a cada palavra o que a gente sente, e no final cada um sabe pra quem vai dedicar, é um texto cheio de metáforas, mas também como nome e endereço. Escreve muito bem, sempre que posso venho dar uma passadinha por aqui. Espero um dia ler um livro de contos seu. Beijo.

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